Jovem de 17 anos que morreu por Covid-19 fazia tratamento com cloroquina



A estudante Kamylle Ribeiro, de 17 anos, que morreu na última terça-feira (14) em decorrência da covid-19, recebeu tratamento a base de cloroquina no Hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde permaneceu internada por mais de duas semanas no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da unidade. 

De acordo com a prefeitura da cidade, o tratamento obedeceu o "protocolo do Ministério da Saúde para uso do mesmo [do medicamento]". Apesar de ser incluída no tratamento de Kamylle, ainda não há comprovação científica sobre a eficácia da cloroquina em pessoas infectadas.


Em entrevista ao Estadão, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, afirmou que a entidade deve se pronunciar em breve sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloquina.

Kamylle é a vítima mais nova de covid-19 no estado. Ela e a mãe testaram positivo para doença. As duas começaram a sentir os primeiros sintomas do coronavírus no mês de março e aderiram ao isolamento dentro de casa. A jovem deu entrada no hospital no dia 24 de março, após piora do seu estado de saúde. Ela morreu 20 dias após a internação. A mãe, Germaine Ribeiro, recuperou-se, mas ainda permanece em isolamento. Antes da filha, Germaine já havia perdido o pai recentemente em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral). 

Amigos da jovem descreveram Kamylle como companheira da mãe, alegre e carinhosa com o irmão mais novo. A estudante se preparava para o vestibular e queria cursar medicina.



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